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1,2,3 e...4 De repente, a caçula faz quatro anos. Há tempos, não usa mais fraldas, não chupa bico, é capaz de se despir e vestir sozinha, conta até dez em inglês, escreve e soletra o seu nome, reconhece todas as letras e números, sabe como impor suas vontades e também usar do artifício de que ainda é “bebê” para justificar suas manhas. Quando foi que ela cresceu? Como aconteceu isto? De repente, não mais que de repente. Está passando tão depressa que receio não estar aproveitando completamente cada uma destas fases e descobertas. Ontem, indagada sobre a comemoração na escola, ela me agradeceu espontaneamente com um beijo e me disse: “-Eu te amo. Estou muito feliz de você.” Inevitável não me emocionar. Eu também te amo muito e sou muito feliz em ter você.
Júlia ordenando:


"Primeiro, segundo, “terço”, quarto..."



Lívia indignada:

Isto é mentira.

"Você está “mentirando”."

E como os Recitais de Poesias estão fazendo sucesso por aqui...

Júlia e Lívia resolveram me agraciar com estas duas pérolas.

"Júlia e Lívia,

O Dia das Mães ficou muito mais poético depois que vocês chegaram.

Mamãe Paula"


Ps: A professora ensinou os versinhos para a Lívia. Júlia não queria ficar para trás e o pai ensinou o outro.




Não te dou
uma rosa
porque é cheio de espinho
mas te dou meu coração
que é cheio de carinho.





Batatinha quando nasce
espalha ramas pelo chão.
Mamãezinha
Mamãezinha quando dorme
Põe a mão no coração




Era para algumas crianças da escola decorarem cada uma delas uma única frase...
Mas Dona Lívia que não precisava decorar nenhuma só frase, decorou o poema inteiro!

orgulho.com.br

E viva Vinicius de Morais e viva as Borboletas.






A primeira carta de amor a gente nunca esquece. E eu acabo de descobrir que as mães também não esquecem a primeira carta enviada/recebida pelos filhos.


Hoje a Júlia recebeu a sua primeira cartinha romântica, com direito a corações, caricaturas e o tão almejado "eu te amo".

Júlia ficou em êxtase: "tem corações, é de amor."

Lívia ficou enciumada: "sua carta é ridícula"

O pai ficou preocupado: "ela não é muito nova?"

E eu? Eu senti uma sensação estranha, mas gostosa.

Vinícius e Júlia

Este namoro já vem de longo tempo...




Júlia tem algumas coleguinhas que ainda choram ao entrar para a escola.

Ela particularmente, NUNCA, jamais, em hipótese alguma, never, chorou por este motivo.

Eu resolvi questioná-la:

- Júlia, por que sua coleguinha estava chorando?

- Porque ela fica querendo a mamãe dela. Ela fica com saudades da mãe.

- E você? Você não fica com saudades de mim não? Você não chora.

- Sabe, mãe? Eu fico com muita saudade, mas eu sei que você vai me buscar todo dia e quando eu fico com muita, muita saudade eu fecho os olhos e imagino que você está do meu lado, juntinho de mim.



Ela não chora, eu sim.
Tenha certeza, minha filha, que estarei sempre pertinho de vocês, ainda que não fisicamente.



Hoje teve festinha de aniversário de uma coleguinha de escola. Em uma brincadeira o animador da festa questiona as crianças o que elas querem ser quando crescerem.


Surgem muitas profissões: médica, cantora, babá, cabelereira...

Lívia pensou, pensou e respondeu: “Quero ser princesa”

Arrancou gargalhadas do público que assistia.

Quando chegou a vez da Júlia outra resposta inusitada estava por vir: “Quero ser mãe” e completou puxando o microfone do entrevistador de um só bebê, porque criança dá muito trabalho”.

Novamente gargalhadas do público.

E eu? Naquele momento eu só queria ser a mãe daquelas duas ali na minha frente. ADORO!

Lívia agora não só já escreve seu nome como também o soletra de uma maneira toda particular:


"Pauzinho sobe e vira               = L

Pauzinho                                 = I

Pauzinho desce e sobe             = V

Outro pauzinho                       = I

Pauzinho sobe, desce e ponte   = A"


Agora as letrinhas aparecem em todos os lugares, nos cantinhos dos desenhos do dever de casa, nos brinquedos, escritas com água no box do banheiro ...
Pauzinhos descem, sobem, viram, fazem ponte e escrevem LÍVIA.

E não mais que de repente, nossa menina começa a "juntar letrinhas".


É engraçado, estranho, emocionante. Como pode ser possível? Ela nem sabe pronunciar direito a letra Y, vez em quando ainda escreve um número ou outro de forma espelhada, ainda "ontem" estava descobrindo as letras que formavam seu nome, ainda “anteontem” conhecia o mundo pela primeira vez.

É engraçado, estranho, mas sobretudo emocionante. Ela está crescendo e não vai tardar para começar ler livros de adolescentes, escrever cartas de amor, ou melhor, digitar e-mails, resolver questões de física atômica...

Sei que tudo isto faz parte do vai e vem da vida, não é nenhuma grande proeza, mas nem por isto vou deixar de me emocionar e nem de acreditar que tudo isto é um pequeno/grande milagre que Deus nos proporciona todos os dias.



"- Lívia, se você não guardar estes brinquedos espalhados no chão eu vou jogar tudo fora.

- Pode jogar. Eu já cansei deles mesmo."



Obs: Coloquei tudo no saco de lixo, sob os olhares atentos da pequena e ela nem ligou, pelo contrário, me ajudou a colocar no saco.

É claro que não vou jogar fora, até porque tem mta coisa da Júlia junto, vou esconder por uns tempos... Mas que dá vontade... ahhhh dá.

Contando até 1000: 1, 2, 3...

Comentários no face aqui.

Primeiras impressões em BH:

1) Júlia disse que estava com saudades das coisas e cismou que fizeram mudanças na casa (como a coitada da maçaneta). Tá feliz.

2) Lívia acordou em casa e veio logo tirar satisfações: "O que a gente tá fazendo aqui? Eu quero a... casa nova". Tá desconfiada.

3) Um dia, um conhecido nosso que morava no interior e nunca tinha vindo à capital, ao chegar disse que "BH tinha cheiro de maçã". Nunca me esqueci desta comparação inusitada.

Mas ontem ao chegar tive a sensação de ter sentido cheiro de pão quentinho, saindo do forno. Talvez seja porque BH tem o calor de um abraço. Tô em casa!

Comentários no facebook aqui











Saldo do vocabulario após quase 2 meses no Rio de Janeiro:

Lívia agora chama escorregador de "ixxxxxxcurrega"

Júlia aprendeu com o amiguinho espanhol e agora diz "mira, mira"

#globalização





Eu estava chamando a atenção das meninas e Lívia me fala:


"Mãe, esquece de nós"


Dizem que na adolescência piora...


Dai-nos sabedoria e porção redobrada de paciência.



Durante o almoço:



"Eu: Júlia, antes você gostava de comer carne, adorava peixe e agora não gosta mais.
Agora você gosta do Vinícius, mas depois pode não gostar mais.

Júlia: - Vou gostar sim, porque ele mora dentro do meu coração, para tirar ele vai ter que arrancar meu coração"


O pai perdeu o apetite.

Uma pergunta a princípio simples e uma resposta mais simples ainda.

“- Júlia, porque você é tão linda assim?

- Porque sua barriga me fez assim.”

E não parou por aí.

“- Quando eu estava na sua barriga, você comeu só coisas gostosas aí eu fiquei bonita!”

Deve ser isto mesmo.


PS: Ainda bem que ela disse "coisas gostosas" e não "coisas bonitas" porque, pensando bem, aquelas dezenas de tortas de bananas que comi eram bem gostosas, mas tinham uma aparência bem feias. ...



Hoje a Júlia chorou. Foi um choro triste, sentido, dolorido. Tudo porque acredita que suas colegas de escola não gostam dela, sentiu-se excluída em uma situação e isto a fez questionar o porquê. Mal sabe ela que não existem respostas para a maioria dos “porquês”.


É triste ver um filho chorando, ainda mais triste quando se trata de situações pelas quais a gente não pode protegê-los.

Deu vontade de explicar para ela que existe uma grande diferença entre “colegas” e “amigos”. Falar que amigos de verdade não nos fazem chorar e que não vale a pena sofrer por quem não nos dá valor.

Deu vontade de dissertar sobre a existência da ingratidão e que não devemos esperar muito das pessoas para não nos magoar.

Queria explicar que isto tudo faz parte do crescimento, quando a gente descobre que o ser humano é imperfeito, que pessoas podem nos magoar e que a decepção é acompanhante de quem tem bom coração.

Deu vontade de chorar junto com ela.

São crianças. Apenas crianças, entretanto sofrem e fazem outras sofrer.

Hoje foi mais um daqueles dias em que a gente descobre que por maior que seja nosso amor, não podemos impedi-los de sofrer. Hoje foi mais um daqueles dias que só pude oferecer meu colo, meu abraço e minha oração para que o caminho delas seja o mais leve possível e que as desilusões sejam superadas dentro de um abraço apertado e um sorriso amigo.

Vai passar, tudo passa e com crianças esta premissa parece ser ainda mais contundente. Para mim, vai demorar mais um pouco, mas também vai me fortalecer para poder ajudá-las a enfrentar outras possíveis situações que estejam por vir.

Que Deus nos dê sabedoria!

O que fazer quando um filho sofre?


A maternidade não nos traz manual com estas respostas.

Hoje a Júlia chorou. Foi a dor do crescimento, da mágoa, da decepção.

Quisera eu poder impedi-la de sofrer e explicá-la que "tudo, tudo passa".



" Respira. Serás mãe por toda a vida.


Ensine as coisas importantes. As de verdade.

A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.

Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu.

Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.

Deixe ele imaginar. Imagine com ele.

As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.

Os gritos da mãe doem pra sempre.

Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce.

Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.

E, acima de tudo, respire. Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez"

Autor desconhecido.



"A paz está no sorriso sincero de uma criança feliz !"

Sendo assim, PAZ DUPLA!

Júlia ao ver a pia cheia de copos para lavar:

"Mãe, tem muito tempo que você não lava os copos."


A Lívia estava conversando com as bonecas e eu achei engraçado a forma como ela falava.

Quando eu ri daquela situação, a Lívia me perguntou por que eu estava sorrindo. Respondi que não era nada.

Sem modéstia e com total segurança, ela comenta com a Júlia:
"Eu faço a mamãe muito feliz!"



E elas nem imaginam o quanto me fazem feliz.
Ser pai de meninas é:

Ao ver que as filhas ganharam outras micro saias, perguntar se comprou calcinhas novas para usarem com a roupa.





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