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Júlia tem algumas coleguinhas que ainda choram ao entrar para a escola.

Ela particularmente, NUNCA, jamais, em hipótese alguma, never, chorou por este motivo.

Eu resolvi questioná-la:

- Júlia, por que sua coleguinha estava chorando?

- Porque ela fica querendo a mamãe dela. Ela fica com saudades da mãe.

- E você? Você não fica com saudades de mim não? Você não chora.

- Sabe, mãe? Eu fico com muita saudade, mas eu sei que você vai me buscar todo dia e quando eu fico com muita, muita saudade eu fecho os olhos e imagino que você está do meu lado, juntinho de mim.



Ela não chora, eu sim.
Tenha certeza, minha filha, que estarei sempre pertinho de vocês, ainda que não fisicamente.



Uma pergunta a princípio simples e uma resposta mais simples ainda.

“- Júlia, porque você é tão linda assim?

- Porque sua barriga me fez assim.”

E não parou por aí.

“- Quando eu estava na sua barriga, você comeu só coisas gostosas aí eu fiquei bonita!”

Deve ser isto mesmo.


PS: Ainda bem que ela disse "coisas gostosas" e não "coisas bonitas" porque, pensando bem, aquelas dezenas de tortas de bananas que comi eram bem gostosas, mas tinham uma aparência bem feias. ...



Sabe quando você fica sabendo quando é a hora de trocar de carro?
Quando, após algumas tentativas frustradas para ligar o carro, sua filha de 4 anos lhe pergunta:
- "Quer ajuda para colocar água?"


Obs: Nos últimos dois dias, o carro estava vazando água, o que nos obrigava conferir a bomba toda vez que iríamos sair.

O namorado amiguinho da Júlia trouxe uma lembrancinha das férias para ela, então resolvi comprar algo para retribuir a gentileza.

 O pai estava me ajudando a escolher o presente (tarefa complicada, já que brinquedos de meninos não fazem parte de nosso cotidiano) de repente, ele tem um surto:

“- Não vou contribuir para isto. Presente para namorado aos 4 anos, não tá certo.”

Saiu de perto, não deu mais palpites. Mas pagou (resmungando) pelo mimo.

Só rindo!



E por falar em namoro...

Hoje eu e o Fábio fomos ao cinema sozinhos depois de quase 5 anos.
SIM, Cinco anos!

As meninas ficaram na casa da vovó Beth e disse para todos que nós tínhamos saído para "casar".

E ela está certa: "namorados saem para namorar" e "casados saem para casar".
Ponto final.

Júlia pela primeira vez viu um anão e disse ao pai:
- “Pai, olha uma criança trabalhando. Eu também quero trabalhar”.
O pai explicou que não se tratava de uma criança e que o anão era um adulto que não cresceu.
Após alguns minutos de reflexão ela concluiu:
- “Eu quero ser um anão e ser criança para sempre.”
Em tempo:
A Júlia agora cismou que quer trabalhar. Quer ganhar muito dinheiro para comprar tudo que quiser.
E já escolheu a profissão: professora de ballet. "Dar aulas para crianças: meninas e meninos", completa.
"Pai, porque você não compra uma loja que vende de tudo?
Assim eu posso comprar tudo o que eu quiser lá sem precisar de dinheiro e nem cartão."

Após tentar comprar com uma pratinha de um real, alguns brinquedos sem sucesso. Júlia conclui:

"Eu quero um dinheiro que compre tudo"



Em tempo:
Durante as férias na roça, ela ficou encantada pelo fato de sua amiguinha Estela poder pegar tudo o que queria na mercearia do pai sem precisar pagar.


Júlia, do nada, começa a choramingar.


- Por que você está chorando?

- Esqueci!


- Se você nem sabe o motivo, então pare de chorar.


- É mesmo. Tá bem. (enxugando as lágrimas)


Obs: Foto da Júlia com 3 anos chorando porque não queria experimentar aquela roupa


Os comentário do face aqui

Nalu Saad compartilhou a história aqui
Júlia perguntou que dia era hoje e se o pai dela iria chegar.

Quando eu disse que ele chegaria, amanhã, na sexta-feira, ela concluiu:

"- Eu queria que todos os dias fossem dia de balé e dia que meu pai chega."


Aperto no coração. Eu também queria.



Comprei coelhinhos de pelúcia para as meninas, escondi debaixo do travesseiro estimulei uma caça ao presente deixado pelo Sr. Coelhinho.


Após uma divertida busca. A Júlia encontrou a pelúcia e logo o reconheceu:


“- Mãe, eu vi este coelhinho no seu guarda roupa".



E foi correndo procurar por lá.


O pai, orgulhoso, segurava o riso e eu desconsertada tentava contornar a situação:



“-Será que o coelhinho tinha escondido eles aqui antes?”


A Júlia ficou confusa, porque antes só tinha visto um coelhinho de pelúcia no guarda roupa e agora eram dois ... logo ela lembrou da história do Toy Story onde os brinquedos “ganham vida” enquanto as pessoas não estão os observando. A imaginação correu solta.



No dia seguinte pela manhã, o aparecimento dos coelhinhos ainda estava cercado de mistérios. Enquanto brincava com o coelhinho, Júlia me confidenciou que achava que não viu o dito cujo no meu guarda roupa, que devia ter só sonhado que viu o danadinho por lá.



Delicia demais ser criança!

Feriadão começando, nós no carro a caminho da roça, felizes pela oportunidade de podermos passarmos estes dias juntinhos em família... e Dona Júlia nos saí com esta pérola:

- Pai, quantos dias você vai ficar com a gente?
- Cinco dias.
- Cinco dias? Você vai aguentar?


Só queria saber o que passou pela cabeça dela. O que é sacrificante? Aguentar ficar longe do trabalho ou perto da gente?

Melhor não questionar a pergunta e nem a resposta porque feriado foi feito para não estressar.
Júlia olhando um encarte de supermercado com oferta de ovos de páscoa:

- "Eu quero este, e este, e este...."
- "Júlia, só pode um ovo"
- "Não, o coelhinho traz três ovos igual na música: ♫ ♪ um ovo, dois ovos, três ovos... ♫ ♪"



Para relembrar a promessa do Sr Coelho:

♪ Coelhinho da Páscoa
Que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim (2x)


Coelhinho da Páscoa
Que cor eles têm?
Azul, amarelo, vermelho também (2x) ♫






É antiga a paixão da Júlia pela Magali.
Esta semana aconteceu até um episódio curioso: a mãe de uma coleguinha de escola, sabendo de sua preferência, a presenteou com um apontador de lápis com o desenho da personagem e ela disse: “foi o melhor presente da minha vida”
E a explicação dela é simples: o Cascão é fedido, o Cebolinha xinga a Mônica e esconde o coelhinho, a Mônica bate nos meninos... então nesta história só a Magali é a boazinha.
A admiração pela Magali acabou influenciando seus gostos. Agora sua cor favorita é o amarelo, ela gosta de comer melancia e, diferente de toda criança que sonha com um cachorro, ela quer um gatinho branco.
Com o Circo da Turma da Magali Mônica na cidade, não podíamos perder esta oportunidade. No caminho, ela foi nos perguntando se seria a Magali verdadeira ou “pessoa fantasiada” e voltou convicta que eram verdadeiros porque os olhos piscavam e a voz era a mesma (usavam uma gravação).
Durante o show, os olhinhos ficaram vidrados, gritava a Magali a todo momento, ficou indignada quando teve o intervalo de 15 minutos e voltou frustrada por não conseguir tirar uma foto com o ídolo.
A paixão da Júlia já conhecíamos, mas o interesse da Lívia pelo Cebolinha foi algo inédito para nós. Ela também ficou encantada com os personagens e chorou por mais de 20 minutos quando o show acabou porque queria “brincar” com o Cebolinha. Sim, o Cebolinha.
Definitivamente, a Mônica não tem vez aqui em casa.











Chamei a atenção da Lívia e bati na mãozinha dela.
Ela não chorou, sequer ligou.


A Júlia constatou:
- "Mãe, você bateu na Lívia mas ela não chorou porque estava chupando bico. E bico acalma os bebês"

Onde você aprendeu isto, Júlia?
- "Eu vi na televisão."


Ps: É novidade falar que ouviu na televisão. Geralmente, responde que já nasceu sabendo ou que já sabia desde que estava dentro da barriga da mãe.
O alecrim dourado faz histórias aqui em casa:

Lívia canta:

♪ ♫"... alecrim, alecrim do lado..." ♫ ♪


Júlia cantava em maio de 2011:

" ♫ ♪ a letrinha, a letrinha dourada que nasceu do campo sem ser semeada. ♫


Veja o vídeo da música aqui.


by Lívia
Lívia saiu me gritando pela casa:
- Mamãe, mamãe, tive uma ideia.
- Que ideia, Lívia?
- Você procura meu bico?

by Júlia
Após me dar uma aula sobre os "poderes de realização" da estrela cadente e estar convicta de ter visto uma quando acordou...

- Mãe, o que você vai pedir para a estrela cadente?
- Uma filha boazinha, que arrume os brinquedos, que me obedeça, que não chore atoa.
- Isto é muita coisa a estrela cadente vai esquecer.




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Frases do dia:

LÍVIA indagada se iria dançar balé hoje...
"Vou, mas rapidinho"

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JÚLIA ao receber dois convites de aniversário ao mesmo tempo...
"Nossa eu tenho muitas festas para ir. Com que roupa eu vou?"


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Júlia choramingando enquanto o pai se preparava para viajar . . .

Júlia: Pai, você me liga ao meio dia?
Fábio: Ligo.
Júlia: Promete?
Fábio: Prometo.
Júlia: O que é meio dia?

Ontem, estava convencendo a Júlia de que este ano não faremos festa de aniversário.
Como sempre, ela quer um porquê.

Sem pensar muito na estupidez que iria falar, justifiquei que não se faz festa de 5 anos...

Hoje ela vendo o convite de aniversário de uma amiguinha de escola, me pergunta:
"-Quantos anos ela vai fazer?"

E eu, distraída, respondo que são 5 anos...

Resultado? Já imaginam, né?


Conclusão: Pense bem nas justificativas que dará a uma criança.
Tudo que falar poderá ser usado contra você no tribunal.

Júlia quer reciclar.

Hoje ela ministrou uma paletra para o pai sobre a importância de reciclar.

E mostrou o símbolo da embalagem da caixinha de suco e disse que não poderia jogá-la no lixo que tinha que reciclá-la.

O pai disse que não sabia reciclar e ela chorou, resmungou e ficou com a caixinha de suco nas mãos por um longo tempo, até que cansou e ela própria jogou no lixo.

Consciência ecológica. Até pouco tempo atrás, eu nem sabia o que era reciclagem e muito menos reconheceria seu símbolo.

Belo Horizonte se desmanchando na chuva e aqui em casa fomos inundados por boas histórias:

☂

1) Lívia olhando a chuva pela janela:
- Vamos pegar nosso guarda-sol? Vamos embora, galera.

☂

2) Júlia quer andar de sombrinha na chuva, mas não quer que o pé molhe. E ao primeiro respingo já quer colo.

☂


3) Lívia fala sempre que a chuva está forte e mostra seu "muque"

☂

4) Júlia quer saber se o trovão é papai do céu que está xingando.

☂

5)
Dentro do carro, a sombra dos respingos de chuva no vidro formavam bolinhas na pele da Lívia e isto lhe causou pânico.
Ela tentava tirar as bolinhas de sombra que estavam em sua perna e percebia que as mãos e braços também ficavam com as bolinhas . . . Sufoco total.
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