"- Lívia, se você não guardar estes brinquedos espalhados no chão eu vou jogar tudo fora.
- Pode jogar. Eu já cansei deles mesmo."
Obs: Coloquei tudo no saco de lixo, sob os olhares atentos da pequena e ela nem ligou, pelo contrário, me ajudou a colocar no saco.
É claro que não vou jogar fora, até porque tem mta coisa da Júlia junto, vou esconder por uns tempos... Mas que dá vontade... ahhhh dá.
Contando até 1000: 1, 2, 3...
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Primeiras impressões em BH:
1) Júlia disse que estava com saudades das coisas e cismou que fizeram mudanças na casa (como a coitada da maçaneta). Tá feliz.
2) Lívia acordou em casa e veio logo tirar satisfações: "O que a gente tá fazendo aqui? Eu quero a... casa nova". Tá desconfiada.
3) Um dia, um conhecido nosso que morava no interior e nunca tinha vindo à capital, ao chegar disse que "BH tinha cheiro de maçã". Nunca me esqueci desta comparação inusitada.
Mas ontem ao chegar tive a sensação de ter sentido cheiro de pão quentinho, saindo do forno. Talvez seja porque BH tem o calor de um abraço. Tô em casa!
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1) Júlia disse que estava com saudades das coisas e cismou que fizeram mudanças na casa (como a coitada da maçaneta). Tá feliz.
2) Lívia acordou em casa e veio logo tirar satisfações: "O que a gente tá fazendo aqui? Eu quero a... casa nova". Tá desconfiada.
3) Um dia, um conhecido nosso que morava no interior e nunca tinha vindo à capital, ao chegar disse que "BH tinha cheiro de maçã". Nunca me esqueci desta comparação inusitada.
Mas ontem ao chegar tive a sensação de ter sentido cheiro de pão quentinho, saindo do forno. Talvez seja porque BH tem o calor de um abraço. Tô em casa!
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Saldo do vocabulario após quase 2 meses no Rio de Janeiro:
Lívia agora chama escorregador de "ixxxxxxcurrega"
Júlia aprendeu com o amiguinho espanhol e agora diz "mira, mira"
#globalização
Eu estava chamando a atenção das meninas e Lívia me fala:
"Mãe, esquece de nós"
Dizem que na adolescência piora...
Dai-nos sabedoria e porção redobrada de paciência.
"Mãe, esquece de nós"
Dizem que na adolescência piora...
Dai-nos sabedoria e porção redobrada de paciência.
Durante o almoço:
"Eu: Júlia, antes você gostava de comer carne, adorava peixe e agora não gosta mais.
Agora você gosta do Vinícius, mas depois pode não gostar mais.
Júlia: - Vou gostar sim, porque ele mora dentro do meu coração, para tirar ele vai ter que arrancar meu coração"
O pai perdeu o apetite.
"Eu: Júlia, antes você gostava de comer carne, adorava peixe e agora não gosta mais.
Agora você gosta do Vinícius, mas depois pode não gostar mais.
Júlia: - Vou gostar sim, porque ele mora dentro do meu coração, para tirar ele vai ter que arrancar meu coração"
O pai perdeu o apetite.
“- Júlia, porque você é tão linda assim?
- Porque sua barriga me fez assim.”
E não parou por aí.
“- Quando eu estava na sua barriga, você comeu só coisas gostosas aí eu fiquei bonita!”
PS: Ainda bem que ela disse "coisas gostosas" e não "coisas bonitas" porque, pensando bem, aquelas dezenas de tortas de bananas que comi eram bem gostosas, mas tinham uma aparência bem feias. ...
Postado por
Mamãe Paula
14 de novembro de 2012
Marcadores: Coisas de Julinha, Diálogos 0 comentários
Hoje a Júlia chorou. Foi um choro triste, sentido, dolorido. Tudo porque acredita que suas colegas de escola não gostam dela, sentiu-se excluída em uma situação e isto a fez questionar o porquê. Mal sabe ela que não existem respostas para a maioria dos “porquês”.É triste ver um filho chorando, ainda mais triste quando se trata de situações pelas quais a gente não pode protegê-los.
Deu vontade de explicar para ela que existe uma grande diferença entre “colegas” e “amigos”. Falar que amigos de verdade não nos fazem chorar e que não vale a pena sofrer por quem não nos dá valor.
Deu vontade de dissertar sobre a existência da ingratidão e que não devemos esperar muito das pessoas para não nos magoar.
Queria explicar que isto tudo faz parte do crescimento, quando a gente descobre que o ser humano é imperfeito, que pessoas podem nos magoar e que a decepção é acompanhante de quem tem bom coração.
Deu vontade de chorar junto com ela.
São crianças. Apenas crianças, entretanto sofrem e fazem outras sofrer.
Hoje foi mais um daqueles dias em que a gente descobre que por maior que seja nosso amor, não podemos impedi-los de sofrer. Hoje foi mais um daqueles dias que só pude oferecer meu colo, meu abraço e minha oração para que o caminho delas seja o mais leve possível e que as desilusões sejam superadas dentro de um abraço apertado e um sorriso amigo.
Vai passar, tudo passa e com crianças esta premissa parece ser ainda mais contundente. Para mim, vai demorar mais um pouco, mas também vai me fortalecer para poder ajudá-las a enfrentar outras possíveis situações que estejam por vir.
Que Deus nos dê sabedoria!
O que fazer quando um filho sofre?
A maternidade não nos traz manual com estas respostas.
Hoje a Júlia chorou. Foi a dor do crescimento, da mágoa, da decepção.
Quisera eu poder impedi-la de sofrer e explicá-la que "tudo, tudo passa".
Postado por
Mamãe Paula
5 de novembro de 2012
Marcadores: Constatação de Mãe, Crescimento, Mágoa, Sentimento 0 comentários
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