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No fundo, não.


(Mãe): Filha, eu te amo do fundo do meu coração.

(Júlia): Eu não fico no fundo não. O fundo é perigoso, eu sou pequenininha.



Eu falando de amor e ela, provavelmente, se referindo à piscina.


(Mãe): Você é meu amor.

(Júlia): Você é minha mãe.




Melhor mudar de assunto


(Júlia): Mãe, o tubarão come o filho dele?

(Mãe): Não filha ele come outros peixinhos.

(Júlia): Mas e a mãe dos peixinhos? O peixinho teimou com a mãe dele?

(Mãe): (Após uns segundos de reflexão de como explicar a lei da sobrevivência ou a lógica da cadeia alimentar, equilíbrio ecológico... ) Vamos tomar banho?


Ela é mesmo uma moça!


Estávamos almoçando em um restaurante de onde dava para avistar uma feirinha de artesanato ao ar livre (destas que vendem roupas, sapatos e todo o tipo de bugigangas...)

A Júlia viu a feira e na saída do restaurante soltou:

- Pai, vamos ver umas roupas?


E a Lívia também se encantou com tudo e toda hora apontava e gritava:
.
- Olha!
.
Todo mundo que ouvia ria.


Orgulho


Júlia está sempre falando para a Lívia: "Você é minha preferida". (Acho que deve ser a preferida entre as irmãs que ela tem kkkkk)

Ultimamente cismou que é a "mãe" da Lívia e que tem que cuidar dela. Por isto, a professora me solicitou que conversasse com ela para que não fosse tanto à sala da irmã. (Causa uma confusão porque a Lívia chora quando vê a irmã e a Júlia pede para ir ao banheiro e "foge" para a sala da maninha).

Mas o instinto fraternal está aflorado, agora à noite, sem mais nem menos, ela abraçou a irmã e declarou:

- Livia, você é meu orgulho!


Que seja sempre assim, uma zelando pela outra.


Hoje a Lívia chegou na escola viu a professora e se jogou nos braços dela.

Literalmente se jogou e nem olhou para trás.

Ficamos ali parados. Pai e mãe com caras de bobos querendo nos despedir e ela nem sequer nos olhou.

Melhor assim. Mas doeu. Não foi mais a dor do choro, mas uma dor ainda maior: de sentirmos preteridos.
Exclusivamente, Júlia

No dia que fui levar o material da Júlia fiquei sabendo que teria outra Júlia na sala dela.

- Júlia agora tem outra Júlia na sua sala.
- hrrrrrrr hrrrrrrrrrr (quase rosnando)

Primeiro dia de aula:

- Júlia, tem outra Júlia na sua sala?
Silêncio e cara feia.

Segundo dia de aula:

- Júlia, você conheceu a outra Júlia?
- Ela não é Júlia. Ela é Júlia Lopes.
- Ela é legal? Não. Ela assenta em outro lugar.

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- Júlia quem é a menina mais bonita da sua escola?
- O Vinícius.
- Mas o Vinícius é menino. Qual é a menina mais bonita?
- Eu.

Modesta, falou sem nem titubear.
E chegou o dia de ir para a escola




A primogênita

Júlia chegou com sua altivez típica e toda a segurança que seus três anos de idade e terceiro de escola lhe conferem.
Entrou alegre e saltitante "♫♪ ...nem de mim se despediu ♪♫", como diria Luiz Gonzaga.

A caçula

Contrariando todas as apostas, Lívia chorou.
A pequena se assustou com tantas crianças inconsoláveis. E a mãe ficou sem chão.

Minha experiência de "mãe de segunda viagem' me reconforta porque sei que é uma situação passageira. Mas meu coração é tolo quando o assunto é filhas e teima em sofrer.


"♫♪ Eu sei a barra de viver
Mas se Deus quiser
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Não, não chores mais ♫♪"

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