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Uma coisa que me incomoda muito é uma frase que a Lívia vive repetindo:

"Quebrou a perna"

Ela fala isto do nada. Não precisa ter motivo. Ela começa um assunto com esta frase, ou nos interrompe para falar isto.

Simplesmente solta a pérola e sai.

Não tenho certeza se ela sabe o real sentido da frase. E ela não identifica o "sujeito" que sofre a ação.


Enquanto estamos dirigindo ela sempre fala coisas do tipo: "cuidado", "vai devagarzinho".


Tudo isto me intriga, incomoda e me assusta.


"Senhor Jesus, repreenda todo o mal que possa estar circundando minha família. E que estas frases estranhas sejam apenas coisas sem sentido, infantilidades e que logo passem e que não se cumpram. Amém."



Não queria escrevre sobre isto aqui. Mas há muito tempo que esta história vem me atormentando e hoje eu vi que não sou só eu quem se preocupa, o Fábio também já percebeu esta fixação da Livia e também fica intrigado.

Acho que preciso relatar.


Em tempo, escrevi isto hoje, dia 09 de novembro de 2011. Mas vou salvar em data anterior, apenas para que não fique tão evidente no início do blog, porque a intenção é só registrar e não divulgar.




Os "porquês" chegaram para ficar...

Agora a toda resposta vem acompanhada de outra indagação: Por que?

São tantos os "porquês", que na maioria das vezes nos deixam sem respostas ou sem paciência.

Hoje acho que batemos o recorde. Foram 18 perguntas seguidas.
.
"Filha, você ainda vai aprender que para muitas perguntas simplesmente não existem respostas. Espero que nestes momentos eu esteja ao seu lado para lhe oferecer meu colo diante as frustrações que algumas faltas de respostas nos proporcionam."
No fundo, não.


(Mãe): Filha, eu te amo do fundo do meu coração.

(Júlia): Eu não fico no fundo não. O fundo é perigoso, eu sou pequenininha.



Eu falando de amor e ela, provavelmente, se referindo à piscina.


(Mãe): Você é meu amor.

(Júlia): Você é minha mãe.




Melhor mudar de assunto


(Júlia): Mãe, o tubarão come o filho dele?

(Mãe): Não filha ele come outros peixinhos.

(Júlia): Mas e a mãe dos peixinhos? O peixinho teimou com a mãe dele?

(Mãe): (Após uns segundos de reflexão de como explicar a lei da sobrevivência ou a lógica da cadeia alimentar, equilíbrio ecológico... ) Vamos tomar banho?


Ela é mesmo uma moça!


Estávamos almoçando em um restaurante de onde dava para avistar uma feirinha de artesanato ao ar livre (destas que vendem roupas, sapatos e todo o tipo de bugigangas...)

A Júlia viu a feira e na saída do restaurante soltou:

- Pai, vamos ver umas roupas?


E a Lívia também se encantou com tudo e toda hora apontava e gritava:
.
- Olha!
.
Todo mundo que ouvia ria.


Orgulho


Júlia está sempre falando para a Lívia: "Você é minha preferida". (Acho que deve ser a preferida entre as irmãs que ela tem kkkkk)

Ultimamente cismou que é a "mãe" da Lívia e que tem que cuidar dela. Por isto, a professora me solicitou que conversasse com ela para que não fosse tanto à sala da irmã. (Causa uma confusão porque a Lívia chora quando vê a irmã e a Júlia pede para ir ao banheiro e "foge" para a sala da maninha).

Mas o instinto fraternal está aflorado, agora à noite, sem mais nem menos, ela abraçou a irmã e declarou:

- Livia, você é meu orgulho!


Que seja sempre assim, uma zelando pela outra.


Hoje a Lívia chegou na escola viu a professora e se jogou nos braços dela.

Literalmente se jogou e nem olhou para trás.

Ficamos ali parados. Pai e mãe com caras de bobos querendo nos despedir e ela nem sequer nos olhou.

Melhor assim. Mas doeu. Não foi mais a dor do choro, mas uma dor ainda maior: de sentirmos preteridos.
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